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Foto: Kenwood
Pesca esportiva nasceu nos Estados Unidos, em 1971
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Foto: A.E. Silva
A fisgada deve ser na parte superior e inferior da boca
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Foto: Alexandre E. Silva
A soltura deve ser feita com o peixe na horizontal
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Foto: Asa 100
Recomenda-se o uso de anzol sem farpa
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Uma isca correta é primordial para uma boa pescaria
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Bons acessórios auxiliam o pescador
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Foto: Mariana Braga
Fora da água, o peixe deve estar na horizontal
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A retirada do peixe da água merece atenção
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Clique e conheça o "pegue e solte"

Terça, 04 Outubro 2011 13:33
Odeir de Souza | Especial para o Caravana

Esporte de aventura surgiu nos Estados Unidos, em 1971, e ganha a cada dia mais adeptos no Brasil. Descubra mais sobre a modalidade


A pesca esportiva teve início em 1971 nos Estados Unidos com o lema “não mate sua captura” e mais tarde mudou de nome para “catch & release”, ou seja, “pesque e solte”, que é o ato de pescar o peixe, admirá-lo, fotografá-lo e devolvê-lo ao ambiente em perfeitas condições de sobrevivência.

Essa experiência tem trazido muito sucesso aos países, estados e municípios que adotam a prática pois, além de colaborar na preservação do meio ambiente e das espécies de peixes, tem mostrado que é a forma mais inteligente na manutenção da pesca esportiva, atraindo cada vez mais turistas da pesca e fazendo crescer de forma sustentável e duradoura os empreendimentos da área, como pousadas, hotéis, barcos-hotéis, agências de turismo, lojas, entre outras ações de turismo.

É comprovado que o peixe vivo vale muito mais vivo do que morto. Em regiões de pesca de truta na Argentina, por exemplo, há estudos que comprovam: um peixe chega a ser pego até nove vezes por temporada, gerando muito mais recursos ao setor do que se fosse morto quando pescado pela primeira vez.

Leia também: pesca esportiva de norte a sul do país

No Brasil, as reservas ecológicas de pesca esportiva, muito comum na região amazônica, têm sido muito procuradas por pescadores esportivos. Nesses locais, o turista pode pescar, mas não pode levar nenhum exemplar. É autorizado apenas o abate de peixes de tamanho mediano para o consumo imediato.

Como o pesque e solte esta em franco crescimento no Brasil e no mundo seguem algumas dicas para soltar o pescado em plenas condições de sobrevivência.

Equipamento

Ele deve ser preparado, pensando na espécie e tamanho do peixe que se pretende capturar. O equipamento superdimensionado, além de não ter esportividade, poderá causar danos irreversíveis aos peixes, como machucando a estrutura óssea da boca na forte fisgada ou ocasionando problemas de descompressão ao recolher muito rápido os animais em grandes profundidades.

Já o equipamento subdimensionado irá prolongar o tempo de briga com o peixe, deixando-o muito estressado, diminuindo assim a chance de sobrevivência após a soltura. Há casos em que o peixe já chega morto de tanto lutar pela vida. Fato comum também é o rompimento da linha durante a "briga", deixando o peixe com anzol ou isca artificial presa na sua boca ou parte do corpo, dificultando sua sobrevivência.

Fisgada

Os peixes machucam menos quando são fisgados na parte superior ou inferior e no “canivete”, ou seja, canto da boca. Mas quando o peixe engole a isca, muito comum na pescaria de bagres, o ideal é o corte a linha perto da garganta e a soltura imediata do peixe. No caso de iscas artificiais “encharutadas”, que afetam guelras e garganta, se não for possível sua remoção, deve-se cortar os anzóis com alicate de corte, porém se estes órgãos vitais estiverem muito machucados, a morte do peixe será quase certa.

Anzol

A principal recomendação é uso de anzóis e/ou garateias sem farpas ou com as farpas amassadas, pois facilita a retirada do anzol, diminuindo o tempo de exposição do peixe fora da água, aumentando assim sua condição de sobrevivência.

Para retirar o anzol deve usar um alicate de bico com o peixe ainda na água. Outro motivo é em caso de acidente com pescadores, que fica bem mais fácil e menos doloroso retirar o anzol do corpo.

Profundidade

Quando se pesca em profundidades acima de 15m, alguns peixes, principalmente os das famílias Sciaenideos (pescada, betara, corvina e piraúna) e Serranídeos (garoupa, cherne, mero e badejo) sofrem com a descompressão e sempre chegam à superfície com a bexiga natatória bastante cheia e saindo pela boca.

Nesse caso, a soltura só será possível, perfurando a bexiga natatória ao lado da nadadeira peitoral com o uso de uma agulha especial para que o peixe possa afundar novamente.

Passaguá

O uso do passaguá é muito importante para imobilizar o peixe rapidamente, evitando choques com o barco ou pedras. Opte pelos que têm as redes feitas de material que não agrida a pele do peixe.

Já os feitos de nylon com nós são prejudiciais ao peixe, pois retira boa parte de sua mucosa e até algumas escamas, diminuindo a resistência e facilitando infecções por vírus e bactérias.

Bicheiro

O bicheiro é um dos equipamentos mais adequados para dominar grandes peixes, porém seu uso deve ser feito por pescador experiente. Ele deve ser introduzido na boca do peixe de dentro para fora, devendo perfurar a fina pele existente por trás da mandíbula. O golpe errado trará ferimentos graves ou até fatal ao peixe.

Manuseio

Deve estar sempre com as mãos molhadas, evitando passá-las pelo corpo do peixe, para não tirar a mucosa da sua pele. Esta mucosa é um espécie de película protetora muito importante para defesa contra infecções e doenças.

Os peixes devem ser segurados preferencialmente na posição horizontal, com o alicate de contenção (boga grip) numa mão e a outra na barriga. Jamais segure o peixe grande na vertical, tanto pela cauda quanto pela boca com o alicate de contenção, pois pode ocorrer compressão dos órgãos internos ou rompimento da coluna vertebral, comprometendo a sua sobrevivência.

Tempo de manuseio

Deve ser o mais rápido possível. Tempo suficiente para segurar e fotografar. Os peixes de escama e de água rápida são mais sensíveis que os peixes de couro e de água parada.

Queda

Quanto menos tempo for manuseado o peixe, menor a chance de queda do animal. A correta imobilização pelo “boga grip” evita também acidentes.

Soltura

O ato de soltar o peixe requer alguns cuidados, como segurá-lo na água na posição horizontal, fazendo a água entrar pela boca, passando pelas guelras e saindo pelo opérculo. Quando o peixe reagir espontaneamente querendo sair é hora de soltá-lo. Os atuns, olhetes, cavalas, olhos-de-boi e outros peixes oceânicos de rápida velocidade, alguns guias aconselham que a soltura dessas espécies deva ser em forma de arremesso de cabeça para eles ganharem impulso no mergulho.

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