Vai pescar? Escolha a vara certa!
Foto: Kenwood
Para cada tipo de pesca tem uma vara apropriada
Vai pescar? Escolha a vara certa!
Foto: Alexandre E. Silva
A escolha da carretilha requer cuidados e atenção
Vai pescar? Escolha a vara certa!
Foto: Suzzane Bouron
O molinete precisa também ser apropriado para a vara
Vai pescar? Escolha a vara certa!
Foto: Sabiki-rig
Iscas artificiais exigem varas adequadas
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Vai pescar? Escolha a vara certa!

Segunda, 02 Maio 2011 11:43
Odeir de Souza | Especial para o Caravana

Artigo apresenta os vários modelos de vara de pescar existentes no mercado, suas características e qual a mais apropriada para você

No mercado existe grande quantidade de modelos, aplicações e marcas de vara de pesca com enormes diferenças de preços e tecnologias aplicadas. As varas telescópicas, por exemplo, indicadas para fisgar pequenos peixes, variam de R$ 10,00 a mais de R$ 1.000,00. Têm também as varas para carretilha, “spin cast” ou molinete, com preço de R$ 50,00 a mais de R$ 2.000,00. Esse abismo nos valores se deve basicamente à tecnologia de construção do “blank” (cana da vara) e qualidade dos materiais utilizados, além da credibilidade da marca.

A composição dos “blanks” pode ser feita de bambu, fibra de vidro, grafite (carbono) ou esses materiais compostos. Há também “blanks” sofisticados, confeccionados em carbono com filamentos de níquel, titânio e kevlar (material utilizado na fabricação de coletes a prova de bala). Eles são encontrados em forma tubular, maciço ou misto.

As varas de fibra de vidro são duráveis e baratas, porém são mais pesadas e menos sensíveis que as de grafite. Elas são mais utilizadas na pesca pesada de espera, onde a vara fica no suporte a maior parte do tempo. Já as varas de grafite (fibras de carbono) são leves, sensíveis, tem ótima resistência ao esforço, muita tecnologia e grande variação de preços. São excelentes para pesca com isca artificial e quando se pesca o tempo todo com a vara na mão.

Atualmente, os fabricantes desenvolvem as varas para um determinado modelo de pesca, espécie de peixe e modelos de iscas. As varam são do tipo telescópicas, de emendas e inteiriças para utilização, como surfcast (praia), spinning (molinete), casting (carretilha), baitcasting (arremesso de iscas artificiais), trolling (corrico), jigging (pesca vertical – jumping jig) e fly (pesca com moscas). Possuem diferentes resistências, como ultraleves (até 6 libras), leves (6 – 12 libras), médias pesadas (10 – 20 libras), pesadas (acima de 25 libras).

Além da grande variedade, cada modelo de vara pode vir em diferentes tamanhos com até cinco tipos de ações: slow (lenta), moderate (moderada), medium fast (média rápida), fast (rápida), extra-fast (extra- rápida).

A vara certa

Dependendo do tipo de pesca e o peixe desejado, o pescador tem um modelo de vara à disposição. Como no Brasil temos enorme variedade de peixes se tornaria impraticável financeiramente o pescador ter uma vara para cada tipo de pescaria que ele goste de praticar. O ideal é ele investir em varas para as modalidades mais frequentadas. Por exemplo, se a preferência é por pesca embarcada de arremesso com plugs para o robalo em mangues e por anchovas no espumeiro, o interessante é comprar materiais voltados para a pesca destes peixes.

Para pescar o robalo no mangue, que não exige arremessos muito longos e, sim, precisos, as varas curtas até 5,6 pés com resistência até 17 libras são recomendadas por atrapalhar menos a movimentação no barco. As varas de ação média rápida arremessam melhor iscas artificiais pequenas e também dão melhor apresentação ao trabalho lento com iscas de meia água floating (flutuante), semi-deep (com barbela) e suspending (suspensas).

Com as varas de ação rápida se tem um melhor resultado as iscas de superfície, meia água deep e ultra deep, que atuam em maiores profundidades.

Na pesca da anchova, varas rápidas e extra-rápidas, com cabos longos, a partir de 6,6 pés proporcionam arremessos distantes, as iscas respondem mais rápidos aos toques de ponta de vara e proporcionam uma fisgada mais rápida e firme.

É claro que com o material de robalo também poderá ser usado para pescar outros peixes, como tucunaré no sudeste, palmito, piraputanga, marinxã, apapa, piapara, corvina, traíra entre outros. Já o material de anchova, também é recomendado para a pesca do dourado, cachorra, pescada, barbado, jundiá, bicuda, sororoca, aruanã, olhete, entre outros.

Agora que tem uma base sobre varas, vá até uma loja de sua preferência e escolha a que melhor lhe agrade.

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