Mergulhe no azul de Fernando de Noronha
Foto: Pedro Cattony
Em Noronha é assim: a cada mergulho, uma emoção
Mergulhe no azul de Fernando de Noronha
Foto: Pedro Cattony
A variedade de espécies marinhas é enorme
Mergulhe no azul de Fernando de Noronha
Foto: Pedro Cattony
O tubarão limão está entre as espécies da região
Mergulhe no azul de Fernando de Noronha
Foto: Pedro Cattony
Raia posa para as lentes do fotógrafo : pura emoção!
Mergulhe no azul de Fernando de Noronha
Foto: Pedro Cattony
As tartarugas são vistas com frequência em Noronha
Mergulhe no azul de Fernando de Noronha
Foto: Pedro Cattony
Com ou sem cilindro, o mergulho é um convite
Mergulhe no azul de Fernando de Noronha
Foto: Pedro Cattony
A Praia da Conceição impressiona os visitantes
Mergulhe no azul de Fernando de Noronha
Foto: Pedro Cattony
A Vila dos Remédios retrata a história da região
Mergulhe no azul de Fernando de Noronha
Foto: Pedro Cattony
A pesca artesanal está presente no mar de Noronha
Mergulhe no azul de Fernando de Noronha
Foto: Pedro Cattony
As paisagens em Noronha são cartões-postais
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Mergulhe no azul de Fernando de Noronha

Quarta, 20 Julho 2011 11:19
Pedro Cattony | Do Caravana

Ilha situada no litoral pernambucano e conhecida pelo alto número de espécies encontradas apenas em suas águas cristalinas


A vegetação verdejante da ilha de Fernando de Noronha durante a estação chuvosa, de fevereiro à julho, já lhe rendeu apelidos como esmeralda do Atlântico. Todavia, esta vegetação míngua rapidamente em meados de agosto e a paisagem ganha um aspecto árido e empoeirado que contrasta com os tons de verde e azul das águas límpidas do mar. Somado a isto, ondas com poucos centímetros de altura fazem dos meses de setembro e outubro os melhores para os amantes do mergulho.

A ilha, desde muito cedo, sofre com a presença humana. Noronha passou de ponto de descanso de naus, que navegavam a corrente equatorial sul rumo às Américas, à colonial penal, base militar e santuário ecológico. Cada um destes momentos trouxe mudanças para a ilha como, por exemplo, o desmatamento de grande parte de Mulungus, uma árvore de grande porte e fácil corte utilizada por detentos em tentativas de fugas. Como medida preventiva, as árvores foram derrubadas. Além disso, nos primórdios da colonização, a ilha ficou a mercê de tantos quantos se aventurassem pelo mar e precisassem se reabastecer com água, madeira, carne de tartarugas, ovos...

Os mirantes mais espetaculares são ruínas de fortificações, que foram pontos estratégico para comunicação e defesa. Entre eles, o mirante do forte dos remédios, que dá uma visão incrível do morro do Pico.

A partir de 1980, com o esmorecimento do regime militar, a ilha começou a ser visitada por turistas e passou a povoar o imaginário de brasileiros com o status de paraíso perdido.

O que antes foi conhecido como "mundo de fora" por detentos, agora passa a ser objeto de desejo de turistas, naturalistas e, principalmente, mergulhadores.

Em 1988, Fernando de Noronha deixou de ser território da federação para ser incorporada ao estado de Pernambuco como distrito. O governo federal antecipou o impacto que a mudança poderia causar e criou o parque nacional marinho como complemento à área de preservação ambiental (APA) já implementada em 1986.

A criação da APA já garantia proteção parcial, restringindo e regulando o crescimento urbano na ilha. O Parque Nacional Marinho abrange 70% de Fernando de Noronha.

Com o passar dos anos e com o aumento da procura por este destino, o controle do numero de visitantes também enrijeceu. Estes devem pagar uma taxa ambiental assim que chegam à ilha e o valor aumenta consideravelmente a partir de uma semana. É uma medida que visa limitar a permanência e incentivar a rotatividade de turistas que usufruem da estrutura da ilha.

Também há uma taxa ambiental de valor simbólico paga às operadoras e repassada ao parque para cada saída para prática de mergulho autônomo.

Paraíso do mergulho

A grande visibilidade e a abundancia de peixes oceânicos e recifais faz de Fernando de Noronha um dos melhores lugares para se mergulhar no país. Baias rasas e águas claras garantem a segurança na prática do snorkel para aqueles que ainda não apresentam grande intimidade com o mar. Ainda assim, "batismos" com cilindros em baixas profundidades, cerca de 10 a 15m, são oferecidos para mergulhadores sem credenciais.

(Veja todos as fotos da reportagem em nossa página no Flickr)

Atualmente são 28 pontos de mergulho bem conhecidos, cada um com sua peculiaridade e nível de dificuldade.

Noronha não é conhecida pela riqueza de espécies marinhas, mas sim pelo alto grau de endemismo destas espécies, ou seja, há grande número de espécies encontradas apenas nas águas transparentes que circundam a ilha.

Noronha é também famosa por apresentar espécies mais carismáticas, como tartarugas e golfinhos, que levantam a bandeira da conservação e beneficiam todo um ecossistema.

Além do mergulho e do snorkel, há praias delimitadas por penhascos, como a do Sancho, cujo único acesso se dá por uma escada encravada na fenda da falésia. Há outras com arrecifes e rochas que formam piscinas naturais como a Baía dos Porcos e a Praia do Atalaia, que mantém controle rígido sobre os visitantes uma vez que a piscina formada com a baixa maré abriga um berçário natural.

É fácil se deparar, por exemplo, com filhotes de tubarões e moréias. Nesta piscina natural, não é permitido o uso de protetor solar para evitar perturbações químicas neste delicado ambiente.

Além desses pontos, o naufrágio de um navio grego nas proximidades do Porto é um espetáculo a parte para quem curte snorkel. Xaréus-Brancos, linguados, arraias, tartarugas, tubarões, polvos e outros tantos peixes de cores vibrantes podem ser avistados em profundidades que não ultrapassam os 8-10m.

Há também a praia do Sueste, área de alimentação de tartarugas marinhas, e a praia do leão, que, além de uma beleza óbvia, é famosa por ser área de desova desses simpáticos quelônios.

A ilha, que é cortada por uma BR de apenas 7km, pode ser toda percorrida em um dia de boa caminhada. Para os mais preguiçosos, há uma linha de ônibus que cobre toda sua extensão desde o Sueste até o Porto. O acesso às demais praias é feito por estradas de terra e trilhas, nada que exija grande esforço físico. Passeios que percorrem toda a ilha saem diariamente.

Em alguns trechos, nos meses de dezembro e março, a costa da ilha é atingida por grandes ondas tubulares, caso da Praia do Boldró e da Cacimba do Padre, palcos para campeonatos internacionais de surfe.

Quem Leva

Pisa Trekking
(11) 5052-4085
www.pisa.tur.br
pisa@pisa.tur.br

Blue Noronha
(81) 3619-0007
(81) 3619-0039
www.bluenoronha.com.br
reservas@bluenoronha.com.br
Na Pegada PhotoSafari
(11) 3020-9649
www.photosafari.com.br
atendimento@photosafari.com.br

Operadora de Mergulho

Atlantis
(84) 3206-8840
(84) 3206-8841
(84) 3206-8842
www.atlantisdivers.com.br
info@atlantisdivers.com.br

Hotéis e Pousadas

Pousada Mar Aberto
(81) 3619-1178
www.pousadamaraberto.com.br
reservas@pousadamaraberto.com.br
Pousada Mar Atlântico
(81) 3619-0007
(81) 3619-0039
www.bluenoronha.com.br
reservas@bluenoronha.com.br

Restaurantes

Pousada do Zé Maria
(81) 3619-4536

O Arquipélago oferece aos turistas uma rede de restaurantes onde se pode desfrutar desde a culinária regional mais simples até os pratos mais requintados.

Durante o dia, coma lanches e petiscos servidos nos bares da Praia do Meio e Conceição ou em restaurantes como o Flamboyant, que fica numa praça de mesmo nome na Vila dos Remédios e o Biu, onde se come o quanto puder, na Floresta Velha.

No jantar, abuse dos frutos do mar servidos pelo Ekológikus no Sueste; massas da Tratoria di Morena na Floresta Velha; sushis do Porto Marlin no Porto e o festival gastronômico do Zé Maria às quartas e sábados.

Como chegar

O acesso pode ser feito por avião a partir de Recife (545 km), capital do Estado de Pernambuco e, também, Natal (360 km), capital do Estado do Rio Grande do Norte.

Época para ir

A melhor época é entre setembro e novembro, quando o mar se torna uma enorme piscina, faz sol e os preços são de baixa temporada. A estação chuvosa vai de março a julho.

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