Etapa do Mundial de Surfe no Rio começa sem surfistas na água
Foto: Tony D'Andrea
A organização não aprovou as ondas da Barra
Etapa do Mundial de Surfe no Rio começa sem surfistas na água
Foto: Tony D'Andrea
Mundial começa, mas sem surfistas na água
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Etapa do Mundial de Surfe no Rio começa sem surfistas na água

Quarta, 11 Maio 2011 15:35
Igor Pereira | Especial para o Caravana

Caravana está presente na cobertura do Mundial de Surfe, no Rio. Primeiro dia teve ondas, mas sem competição. Saiba tudo sobre a etapa!

Não começou! O sol que brilhou no Rio de Janeiro, na manhã desta quarta-feira, interrompendo uma semana de autêntico outono, indicava um cenário perfeito para a abertura do Billabong Rio Pro, terceira etapa do circuito mundial de surfe da Association of Surfing Professionals (ASP). Pena que as ondas não colaboraram.

Não que elas tivessem abandonado a praia da Barra da Tijuca, sede principal do evento, no Rio. Para um leigo elas estavam ali do mesmo jeito, quebrando na areia e dando caixote nos desavisados. Mas para os especialistas da comissão organizadora da prova isso não era o suficiente. “Irregulares”, “muito fechadas”, “incapazes de sustentar uma bateria de 30 minutos” foram as definições mais comuns.

“Nosso objetivo é fazer o campeonato nas melhores ondas possíveis e temos tempo pra isso, até porque o prazo do evento vai até o dia 22 ainda”, disse Daniel Friedman, diretor da prova. Restou ao público aproveitar o belo dia de praia, o primeiro da semana no Rio.

Surf para principiantes

Após quase uma década disputada em águas catarinenses, a etapa brasileira do mundial de surf volta ao Rio de Janeiro. Os melhores do mundo vão encarar as ondas do Arpoador e da Barra da Tijuca na luta pela liderança do ranking e pra defender o açaí das crianças (afinal são US$ 500 mil em prêmios para a etapa masculina e US$ 120 mil para a feminina).

É o Billabong Rio Pro, que se inicia nesta quarta-feira e vai até o dia 22, com cobertura especial do Caravana da Aventura. Mas se você é do tipo que quando vê o mar pensa mais em Dorival Caymmi do que em Beach Boys, não se preocupe. O Caravana explica como funciona o campeonato mundial de surf.

Etapas: Um mundial de surf é disputado em várias etapas, cada uma com sede em uma cidade diferente. É mais ou menos como na Fórmula 1. As etapas costumam levar o nome de marcas ligadas ao surf, que patrocinam o evento, como Billabong e Rip Curl. O calendário de 2011 prevê 11 etapas, a do Rio é a terceira.

Pontuação: O surfista vencedor da etapa leva 10 mil pontos, o vice 8000. Chegar na semifinal vale 6500, nas quartas de final 5200 e nas oitavas 4000. Os que só passam da primeira fase ganham 1750 pontos e ainda rola 500 pontos apenas por participar, pra ninguém voltar triste pra casa. Após as duas primeiras etapas disputadas na Austrália os cinco primeiros colocados são:

1º Kelly Slater (EUA) - 15200

2º Joel Parkinson (Aus) - 14000

3º Jordy Smith (Afs) - 13000

4º Adriano de Souza (Bra) - 10500

4º Tiago Pires (Por) - 10500

Regras: Até aí, tudo tranqüilo. Mas e quando o cara entra na água? É logo depois da primeira braçada. O que acontece? Na primeira fase são disputadas baterias eliminatórias com três competidores cada. Os segundos colocados em cada bateria ainda podem tentar a repescagem para chegar até as finais. Os surfistas recebem nota de acordo com a perícia e a dificuldade da manobra executada. Apenas as duas melhores notas são consideradas.

Quem Participa: Na etapa Rio, são 36 competidores e 18 competidoras. Além dos melhores colocados no ranking da ASP é comum haver convidados do país sede, os chamados wildcards.

No masculino são quatro: as revelações Petersinho, 19 anos e Ricardo Santos, 20 e mais dois classificados numa triagem entre atletas escolhidos pela Federação de Surf do Rio de Janeiro (FESERJ) e Associação Brasileira de Surf (ABRASP). No feminino a campeã das ondas grandes Maya Gabeira e a bicampeã brasileira Suelen Naiara.

Brasil: Além dos wildcards, o Brasil será representado pelos seus cinco surfistas que disputam o título no mundial masculino: o paulista Adriano de Souza, o potiguar Jadson André, o cearense Heitor Alves, Raoni Monteiro de Saquarema e o argentino-catarinense, Alejo Muniz. Três deles possuem chances de liderar o circuito ao final da etapa Rio: Adriano, Jadson e Alejo.

Já no feminino, além de Maya e Suelen, há Silvana Lima, quinta colocada na competição e Andrea Lopes, que substitui a australiana Rebecca Woods, contundida.

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