Machu Picchu / Arquivo Pessoal
Foto: Arq. pessoal
Ao fundo, as ruínas de Machu Picchu impressionam
Machu Picchu / Arquivo Pessoal
Foto: Arq. pessoal
O povo local e suas roupas coloridas são atrativos
Lago Titicaca / Arquivo Pessoal
Foto: Arq. pessoal
Titicaca, o lago mais alto do mundo, esteve no roteiro
Bandeira Peru / Arquivo Pessoal
Foto: Arq. pessoal
Bandeira peruana hasteada no caminho para Uros
Machu Picchu / Arquivo Pessoal
Foto: Arq. pessoal
Carneirinho Pepe, de duas semanas, posa para foto
Fauna local / Arquivo Pessoal
Foto: Arq. pessoal
A fauna local esteve presente no roteiro da viagem
Cusco / Arquivo Pessoal
Foto: Arq. pessoal
Cusco e suas estreitas e aconchegantes ruas
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Uma aventura muito além de Machu Picchu

Segunda, 21 Janeiro 2013 13:09
Cindy Harada | Especial para o Caravana

A jornalista Cindy Harada relata a sua aventura na virada do ano pelas belezas naturais, cultura e cores do povo inca

Até para aqueles que gostam de pular as sete ondas e passar aquele Reveillon tradicional, eu recomendo. O tempo era curto. Somente sete dias. Mas para um país cheio de história, de pessoas e cores, o tempo parecia pausado.

De São Paulo até a capital peruana, Lima, uma escala em Santiago, no chile. Até ai, já valeu a viagem.

Da "ventana" do avião, o privilégio de poder ver a Cordilheira dos Andes ainda com algum gelinhos nos picos.

Lima impressiona. Não imaginava encontrar uma cidade tão desenvolvida. Sede dos alojamentos do Rali Dakar 2013, a cidade estava cheia de amantes da competição. Mas isso é assunto para depois. Até porque Lima foi a última parada.

A escala era para chegar em Cusco, a primeira capital dos Incas, antes da chegada dos europeus.

Declarada patrimônio cultural da humanidade pela Unesco, a cidade está a 3400 metros de altitude. Aos curiosos, revelo: não senti absolutamente nenhum efeito da tão temida altitude.

Sabe aquele ditado que diz: "Coração de mãe sempre cabe mais um?" Então, Cusco é assim. Nas ruas tem mais gringo que cusqueño. Outra coisa que chama atenção é o trânsito.

As ruas são apertadinhas e os motoristas metem a mão na buzina mesmo. Sem exagerar, é uma tremenda confusão.

Se quiser conhecer um pouco mais da história Inca entre no templo Del Gorikancha. Além da bela estrutura, a vista é para a Avenida Del Sol. E, logo na chegada, tirei uma fotinho com o Pepe, o carneirinho de apenas duas semanas.

Para quem quer se surpreender, siga até Puno. São oito horas tranquilas de ônibus. A dica é viajar de madrugada e chegar bem cedo na cidade. Antes de ir ao Titicaca, o lago mais alto do mundo, conheça o centro de puno.

Como? De bicicleta táxi. Uma oportunidade única de andar de bicicleta sentada com alguém pedalando para você. Têm também os mototáxis, que são aqueles carrinhos bem pequenos, bonitinhos e são mais confortáveis. E garanto: é bem emocionante.

Nas ruas é um monte de carro, moto, bicicleta, buzina. Um caos.

Do porto de puno até o Titicaca são uns 30 minutos navegando. Mas isso passa voando, pois no trajeto você vai apreciando a bela paisagem do lago.

Ao chegar na Ilha dos Uros, conhecida como "Isla Flotante de Los Uros", você vai se encantar com as crianças, as casinhas feitas de totora. Aliás, tudo é construído do material.

Os barcos e a própria ilha. Como ela não é uma ilha comum, a totora ajuda manter a superfície flutuando. Totora é um junco que nasce às margens do lago e apresenta uma fibra muito resistente e leve.

Com o passar dos anos, muitos dos Uros tem mudado seus hábitos e alguns vivem em terra firme, mas estima-se que 600 uros ainda vivem nas ilhas.

Enfim, chegou a hora de ir a Machu Picchu. De Cusco a Ollataytambo, estação que sai o trem para águas calientes, são duas horas. Uma viagem perfeita. Com paisagens lindas e cheias de montanhas, local conhecido como o Vale Sagrado.

De Ollataytambo a Águas Calientes é uma hora e meia de trem. Outra viagem incrível. Pare e pense. O trilho do trem é no meio das montanhas. Só mato e você ainda passa por túneis naturais. De pedra.

Águas calientes é uma cidadezinha no meio do vale. Pequenininha, mas muito aconchegante. Só se enxerga montanhas enormes. Linda!

Depois de andar e comprar muito, a noite chegou e a hora era de se preparar para a virada do ano. Verdade. Era Reveillon!

Diferentemente de nós, brasileiros, ao invés do branco, os peruanos usam coisas com amarelo. Para trazer dinheiro e sorte. Usar chapéu é muito comum, e claro, comprei o meu também.

A comemoração foi no estádio de futebol de Machu Picchu, com fogos e músicas típicas de lá.

Logo no primeiro dia do ano, a emoção de ver bem de perto uma das sete maravilhas do mundo foi inesquecível. Sim, Machu Picchu é incrível. Não tem como descrever.

Patrimônio mundial da Unesco, o parque não pode ser reformado. É feita uma limpeza, por causa da vegetação, mas a estrutura é danificada naturalmente por causa das fortes chuvas.

Passaria horas e horas lá, mas a viagem já tava chegando ao fim. E, depois de renovar as energias em Machu Picchu, o roteiro exigia que eu rumasse de volta a Lima.

Como eu já tinha adiantado, a capital do Peru estava recebendo a maior competição de rali do mundo. Para quem gosta, uma oportunidade única para conhecer os carros e os alojamentos bem de perto.

Um clima bem agradável e perfeito para se despedir no parque do amor.

Afinal, os peruanos adoram os brasileiros e estão mais ansiosos que nós com a copa do mundo de 2014.

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