Patagônia / Priscila de Cássia
Foto: Arquivo pessoal
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"A Patagônia vive dentro de mim"

Segunda, 27 Agosto 2012 14:37
Priscila de Cássia | Especial para o Caravana

Fotógrafa, leonina, de sangue aventureiro... Acompanhe o emocionante relato de Priscila de Cássia, durante sua visita à região da Patagônia

Experiências marcam, sejam elas boas ou ruins. Mas quando são extraordinárias, você arruma um jeito de marcá-las não só na lembrança. É assim que começa a minha história. A história das minhas duas grandes paixões, que seguraram minha barra em épocas tão difíceis da vida: a fotografia e a natureza.

Chega um tempo em que você olha para trás, vê tudo o que fez e pensa: “Será que estou feliz? Essa é a vida que quero para sempre? Não é a hora de mudar?”.

No meio dessa montanha de interrogações, o livro “Na Natureza Selvagem” (de Jon Krakauer) caiu em minhas mãos. Devorei a história de Alexander Supertramp em uma tarde... E ela abriu meus olhos e meu coração pra outro mundo.

Dizem que a teimosia nos leva longe... E isso eu tenho de sobra! Passei um tempo planejando, arrumei a mala e parti rumo à Patagônia.

Um ano antes, eu havia terminado um curso de fotografia. Não sei se acredito em dom, mas sinto que fotografar é a única coisa que sei fazer direito na vida e não me vejo de outra maneira.

Clique aqui e veja mais imagens da aventura na Patagônia!

Fotógrafos são nostálgicos, sentem a necessidade de eternizar momentos que não vão mais voltar. Esse desejo vem da alma e da vontade de mostrar para o resto do mundo como nós vemos as coisas.

A teimosia e a busca por momentos memoráveis me levaram até Los Glaciares, na Argentina, e Torres Del Paine, no Chile, em 2010. O que passei lá não se paga, não se explica e não dá pra esquecer: 15 dias de acampamento e 150km de trekking e escaladas. Chuvas horizontais, neve, sol... Todas as condições que a natureza impõe nesse tipo de lugar são mágicas. Você vê o quão pequeno é perto dela, o quão perfeita ela é.

Andei 25, 30km por dia. Testava meus limites e isso só dava mais vontade de continuar, de saber o que havia atrás da montanha mais alta ou como é caminhar sobre uma geleira. Mais do que nunca, eu sentia a câmera como uma extensão dos meus braços. Ela estava ali pra não me fazer esquecer-se de qualquer detalhe, da Laguna de Los Tres com suas águas verdes; do bando de guanacos que me fez parar na estrada, da imensidão de estrelas que nunca imaginei que existisse.

O moral da história? Não foi uma viagem, foi um investimento pra vida. Uma coleção de lições, um remédio pra alma e a certeza de que aquele lugar vive dentro de mim. Que descobri o que me completa.

Leia também: Patagonia, a aventura mora aqui!

As pessoas se acomodam, não gostam de mudanças, preocupam-se e perdem muito tempo, enquanto existem coisas tão magníficas lá fora para se ver. Por que não começar a sua mudança hoje? Por que sentir que falta algo e não sair do lugar?

Sobre experiências extraordinárias, resolvi levar a Patagônia para sempre comigo: minha Águia dos Andes tatuada nas costas, junto com a última frase do personagem de “Na Natureza Selvagem”, não me deixam esquecer os dias incríveis que vivi lá e como a cabeça, o coração e a alma se abriram pra um mundo novo.

Talvez seja um relato apaixonado demais, mas é sincero. Posso não ser a melhor pessoa do mundo para escrever sobre esse lugar, mas espero passar exatamente o que senti através de minhas imagens. Essa é uma parte da minha história.

* Priscila de Cássia é paulistana, tem 27 anos, e é formada em Rádio e TV e com pós em marketing. Sua paixão, no entanto, é mesmo a fotografia

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Comentários

  • Leo
    Leo
    27 Agosto 2012 at 20:19 |

    Gostei Pri ! Deu vontade de conhecer a Patagônia !

  • Eduardo Bernardino
    28 Agosto 2012 at 14:21 |

    Bem-vinda ao vício (fotografia de natureza), Priscila!

  • Priscila de Cassia
    Priscila de Cassia
    29 Agosto 2012 at 18:22 |

    Obrigada, Leo e Eduardo! =)

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