Cicloturismo em alta
Foto: Caminhos do Sertão
A modalidade sofre com a falta de projetos
Cicloturismo em alta
Foto: Eduardo Bernardino
Há anos a bike tem sido a companheira de Jünge
Cicloturismo em alta
Foto: Caminhos do Sertão
O cicloturismo tem crescido no Brasil
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Cicloturismo em alta

Terça, 08 Novembro 2011 10:52
Fábio Salgueiro | Do Caravana
Eduardo Bernardino | Do Caravana

Jonatha Jünge, da operadora "Caminhos do Sertão", fala ao Caravana sobre o atual momento da modalidade no país e critica a falta de projetos sérios. Confira a entrevista!

Fazer da bike sua opção de vida e trabalhar em cima de projetos que divulguem o uso da “magrela” como opção de transporte, sobretudo nas grandes cidade do país. Essa é a missão de Jonatha Jünge, que é fotógrafo, formado em design gráfico com mestrado em urbanismo e sócio-proprietário da operadora "Caminhos do Sertão", que foca a prática do cicloturismo no país. Natural de Blumenau (SC), o ciclista sempre viu a bicicleta como meio de transporte e lazer, pensando em uma sociedade mais sustentável.

Hoje, com 31 anos, orgulha-se em dizer que a bike sempre foi seu principal meio de transporte e procura levar cada vez mais pessoas para esse mesmo caminho, longe dos motores e trânsito engarrafado. E por toda essa vontade foi que o Caravana da Aventura conversou com Jonatha sobre o cicloturismo no Brasil. Acompanhe a entrevista!

Caravana da Aventura – Fale um pouco do trabalho desenvolvido pela operadora "Caminhos do Sertão”?

Jonatha Jünge – É uma empresa que tenho com outros sócios e a gente faz operação e planejamento de cicloturismo. É uma agência e operadora de turismo. Eu vivo em Florianópolis, a empresa é de lá e eu sigo trabalhando para orientar quem deseja se iniciar nesta prática, que é ainda uma forma de turismo recente no Brasil. Eu foco nos iniciantes, desde o cara que quer pedalar na sua cidade, até aquele que quer viajar sozinho ou com apoio.

- Como está o cicloturismo no Brasil?

- Estamos no mercado desde 2004. Quando iniciamos a empresa, tínhamos experiênciaera em atender estrangeiros que queriam pedalar no Brasil. Existiam até então poucos brasileiros dispostos a pagar por esta prática. Agora a gente vê o número de praticantes crescendo exponencialmente todos os anos, inclusive com pessoas que já pagam pacotes mais caros, fazem viagens mais longas, com maiores desafios... Então vemos hoje o cicloturismo com potencial para se transformar num turismo tão forte quanto outros como surfe, montanhismo...

- Então existe o apelo e a vontade da pessoa buscar a modalidade, porém não existe apoio? Há algo que atrapalhe esse meio ou vocês conseguem desenvolver o trabalho numa boa?

- Existe incentivo por parte de governos e pessoas que veem a bicicleta como uma alternativa, mas isso ainda não se transformou em projeto. Na mídia e nos discursos, a bicicleta tem aparecido bastante, mas ainda não virou um projeto sério. As ações sérias em prol do cicloturismo no Brasil vêm de pequenas iniciativas, como a desenvolvida por nós, a do clube do cicloturismo e outras ONGs.

- E você pedala?

- Eu não tenho carro, meu único veículo é a bicicleta. A empresa tem um carro de apoio, porque a gente precisa em algumas viagens, mas meu dia a dia, mesmo em São Paulo, é de bicicleta. Eu moro em Florianópolis, porém o mercado do cicloturismo ainda é muito restrito, então como a capital paulista é um local onde as pessoas têm procurado muito a bicicleta como alternativa, grande parte dos nossos clientes estão por aqui.

- Você pedala há quanto tempo?

- Como meio de transporte eu já uso a bike desde muito antes de tirar carteira de motorista. Depois que eu fui morar fora, estudar, entrar na universidade, a bicicleta foi sempre uma opção, não só pela questão financeira, mas também pela praticidade. Então a bicicleta tem sido meu principal meio de transporte desde os meus 14 anos de idade. Hoje eu tenho 31 anos.

- Caminhos do Sertão (Passeios, Viagens e expedições de bicicleta) - (48) 3234-7712 / (48) 8407-8103 / (48) 8412-8854

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