Pantanal / Eduardo Bernardino
Foto: Eduardo Bernardino
Imagem 1: Por do sol no Pantanal
Arara Azul / Eduardo Bernardino
Foto: Eduardo Bernardino
Imagem 2: Arara azul compõe a fauna brasileira
Salta (ARG) / Eduardo Bernardino
Foto: Eduardo Bernardino
Imagem 3: Cenário árido de Salta (ARG)
Criança brincando / Eduardo Bernardino
Foto: Eduardo Bernardino
Imagem 4: Criança saltando num rio
Supista / Eduardo Bernardino
Foto: Eduardo Bernardino
Imagem 5: Supista pega onda em Ubatuba
Mergulhe no mundo da fotografia
Foto: Eduardo Bernardino
Imagem 6: Martim-Pescador, outra ave brasileira
Composição / Eduardo Bernardino
Foto: Eduardo Bernardino
Ilustração: Linhas guia da "regra dos terços"
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Mergulhe no mundo da fotografia

Sexta, 01 Fevereiro 2013 12:22
Eduardo Bernardino | Do Caravana

"Pontos de ouro", "regra dos terços"... Artigo do repórter fotográfico Eduardo Bernardino dá dicas para a foto perfeita

A composição nada mais é do que o arranjo dos elementos no quadro. A maioria das pessoas imagina que para compor uma imagem basta apontar a câmera para o objeto que deseja fotografar e disparar. Este é um grande equívoco.

Um elemento fundamental da fotografia é a composição. E graças a ela que o fotógrafo consegue transmitir ao espectador um sentimento registrado no quadro.

Quando olhamos para uma imagem através do visor da câmera, nosso cérebro tende a “editar” o que estamos vendo e prestamos atenção apenas naquilo que queremos registrar. Porém a câmera registra tudo que há naquele espaço e muitos elementos podem causar ruídos na foto, o que acaba por roubar a atenção do observador do objeto retratado ou, ao contrário, deixa este objeto principal da imagem inserido em um grande vazio.

Há muito o que se falar sobre composição e sua subjetividade, afinal ao discutir o assunto temos de levar em consideração os diferentes pontos de vista de cada fotógrafo.

Mas há uma regra básica na hora de compor sua foto: Mantenha seu objeto fora do centro.

Um objeto centralizado tem a tendência de ficar sem vida, fora de contexto e para auxiliar qualquer pessoa que procura registrar uma imagem de forma mais estética existe a “Regra dos Terços”, que ajuda a guiar o olhar do observador para o elemento de destaque na imagem.

Para valer-se desta técnica, basta imaginar o visor da sua câmera ou a tela de LCD, dividido em nove partes iguais (traçando duas linhas horizontais e duas verticais, como em um jogo-da-velha). Agora, para compor uma imagem mais harmônica, basta colocar o ponto principal da sua imagem em uma das quatro intersecções centrais.

Mas o que colocar nestes chamados “pontos de interesse” ou “pontos de ouro”? Realmente não é muito simples definir o que será enquadrado. Além de pensar o que vai a cada ponto, o fotografo precisa pensar nos elementos que estão no plano de fundo e à frente do objeto principal, para não confundir o espectador.

As linhas horizontais e verticais também são importantes. Muitas vezes, em fotos de paisagens, a linha do horizonte vai ficar muito próxima a alguma linha que divide os terços, evitando centralizar o horizonte. Dê ênfase ao céu, a terra, ao mar etc., mas evite ao máximo centralizar as linhas, sejam elas verticais ou horizontais.

Claro que na teoria é mais fácil do que na prática, afinal existem muitas outras regras (sobre as quais falarei nos próximos artigos), além do bom senso do fotografo e do sentimento que este pretende passar em suas imagens.

A melhor coisa a se fazer é treinar o olhar. Fotografe muito e depois pense se sua composição está harmoniosa. Veja e tente entender a composição das imagens de fotógrafos conceituados e, claro, aprenda as regras para depois quebrá-las.

As imagens ao lado dão alguns exemplos de uso da regra dos terços. Atente-se!

Imagem 1 - A linha do horizonte, logo acima das árvores, está no terço inferior da imagem. Assim o destaque maior é dado para os tons dourados do céu;

Imagem 2 - A cabeça da arara está no "ponto de ouro" superior direito;

Imagem 3 - A paisagem está dividida harmoniosamente nos terços. O caminho está no terço inferior, as montanhas ocupam o terço central e o céu o terço superior;

Imagem 4 - O ponto principal da imagem é a criança pulando. No ponto de interesse superior esquerdo, dá a nítida noção do movimento do salto;

Imagem 5 - O mar toma a maior parte da composição, neste caso o céu não é tão importante, então ocupa apenas uma pequena porção da imagem. Já o supista no ponto de ouro à direita, dá o movimento da foto;

Imagem 6 - O olhar da ave está no ponto de interesse superior esquerdo. O "vazio" ao lado direito é para onde ela está olhando, a imensidão azul do céu do Pantanal;

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