Parque Nacional da Lagoa do Peixe (RS)
Foto: Perjano2
O parque se situa sobre uma extensa planicie costeira arenosa
Parque Nacional da Lagoa do Peixe (RS)
Foto: Perjano2
O local é próprio também para longas travessias
Compartilhe

Parque Nacional da Lagoa do Peixe (RS)

Caravana da Aventura | Da Redação

O Parque Nacional da Lagoa do Peixe está situado sobre uma extensa planície costeira arenosa, formada pela maré. Encaixada entre a grande Lagoa dos Patos e o Oceano Atlântico, sua paisagem é composta por restinga, banhados, matas nativas, campos de dunas, lagoas salobras e praias desertas, criando um excelente ambiente para a alta biodiversidade do local que, além dos habitantes permanentes, recebe centenas de aves migratórias que encontram ali um ótimo local para descansar e se alimentar no meio de suas longas travessias.

O Parque Nacional da Lagoa do Peixe foi criado em 1986 para proteger um dos mais importantes santuários de aves migratórias. O nome da unidade foi escolhido devido à importância da Lagoa dos Peixes, na verdade a maior e mais procurada laguna presente no local, e a área de preservação de todo esse belíssimo ecossistema costeiro conta com 34.357 hectares e pertence aos municípios de Tavares (RS), Mostardas (RS) e São José do Norte (RS).

A Lagoa do Peixe, propriamente dita, encontra-se paralela à praia e apresenta 40 km de extensão. É bastante rasa, atingindo, no máximo, 60 cm de profundidade, exceto na barra de comunicação com o mar, onde a profundidade chega a 2 m. Suas águas salobras, repletas de plânctons, crustáceos e peixes são um verdadeiro banquete para muitas espécies que visitam ou vivem no local

Fauna

São 182 espécies de aves, sendo 26 delas migratórias do hemisfério norte e cinco do sul. Do Chile e da Argentina, chegam os flamingos. Do norte vem o maçarico-de-peito-vermelho. O parque ainda possui mamíferos como a capivara e o tamanduá e um réptil ameaçado de extinção, o jacaré-de-papo-amarelo.

Flora

A vegetação é muito característica de locais onde o solo é arenoso e apresenta alta salinidade. Lá estão presentes espécies como a macela graúda, o brejo-da-praia e a espartina. Na restinga pode-se encontrar algumas espécies mais características da Mata Atlântica adaptadas, como figueiras rodeadas por orquídeas. Os banhados apresentam juncos e gramas-brancas

Comunidade

A comunidade da região é formada principalmente por pescadores, descendentes dos lusitanos, que sobrevivem da pesca artesanal da tainha, no inverno, e do camarão no verão. No área do parque, há mais de 400 anos, já existiram tribos de índios Tupi-Guarani.

 

Clima

O clima da região é subtropical úmido, sem estação seca e com temperatura média anual de 16,5 °C.

Acesso

Siga pela RS 040 por 90 km de Porto Alegre até Capivari. Depois vá pela RS 101 até Mostardas. Deste ponto são 12 km em uma estradinha de terra que chega à praia (trilha das dunas) e mais 33 km pela areia até a Barra da Lagoa.

As estradas são asfaltadas e em boas condições para trafegar. Depois são mais 20 km de estrada de terra. É importante ligar antes para o Instituto Chico Mendes e informar-se sobre as condições das estradas de acesso, pois quando a maré está cheia, não dá para passar de carro pelo trecho da praia.

Visitação

A visita ao Parque pode ser feita de segunda à sexta-feira das 8h30 às 12h00 e das 13h30 às 18h00 e não há cobrança de ingressos. A melhor época para visitação é entre março e maio e de outubro a novembro, porém no período de menos frio, de setembro a março, há muitos mosquitos na região.

 

Leia também

Comentários

  • Dienifer
    Dienifer
    06 Março 2013 at 15:05 |

    adorei estou estudando iso sobre a parna da lagoa do peixe isso pra min e muito legal

Comente

Comente como convidado.

Cancelar Enviando comentário...
x