Parque Nacional da Tijuca (RJ)
Foto: Slasherfun
O parque abrange uma área de 3953 hectares
Parque Nacional da Tijuca (RJ)
Foto: Ratofujao
O rapel é uma das atividades de aventura do local
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Parque Nacional da Tijuca (RJ)

Caravana da Aventura | Da Redação

O Parque Nacional da Tijuca está localizado no estado do Rio de Janeiro, separando a cidade em zona norte e zona sul, e é formado pelo agrupamento das Florestas Protetoras da União existentes no Maciço da Tijuca, no antigo Estado da Guanabara, denominadas Tijuca, Paineiras, Corcovado, Gávea Pequena, Trapicheiro, Andaraí, Três Rios e Covanca. Atualmente o Parque conta com 39,51 quilômetros quadrados de área protegida.

O Parque possui uma área total de 3953 hectares, que corresponde à cerca de 3,5% da área do município do Rio de Janeiro. Está dividido em Floresta da Tijuca, Serra da Carioca, Pedra Bonita/Pedra da Gávea e Pretos Forros/Covanca.

Por estar situado no meio da área urbana, apresenta importantes serviços ambientais à cidade, auxiliando na regulação do equilíbrio hídrico, no controle de erosão de encostas, na prevenção contra o assoreamento dos cursos d'água, na conservação da qualidade do solo e na regulação do clima.

Além do belíssimo aspecto cênico, com destaque para seus mirantes (Vista Chinesa, Mirante Dona Marta, Vista do Almirante etc.), consegue-se ainda desfrutar o silêncio, a calma e o ar puro do local. Caminhadas em trilhas, banhos de cachoeira, passeios de bicicleta e piqueniques são algumas das atividades permitidas.

Fauna

A região possui alta diversidade de espécies, com enorme ocorrência de artrópodes, cobras como Caninana, Coral, Jararaca, Jararacuçu, Lagartos como Calangos, Iguanas e Teiús; aves como Saíra, Rendeira, Tangará, Araponga, Beija-flor, Juriti, Gavião, Urubu, Jacupemba, Inhambu-hintã, Tucanos, Pica-Pau, Corujas; mamíferos como Sagui, Macaco-Prego, Cachorro-do-mato, Quati, Guaxinim, Paca, Ouriços-Coendu, Caxinguelês, Tapitis, Tatus, Tamanduá-Mirim e Gambá.

Flora

O local é um importante pedaço de Mata Atlântica coberta por Floresta Ombrófila Densa Secundária em avançado estágio de regeneração. Na Floresta da Tijuca já foram catalogadas mais de 900 espécies diferentes de plantas onde se destacam o Arco-de-Pipa, o Óleo-Pardo, a Tatajuva, o Jacarandá, a Paineira, o Jequitibá, o Pau-Brasil e espécies raras de orquídeas e bromélias.

Quaresmeiras roxas, ipês-amarelos, ipês-roxos e aleluias são os responsáveis por deixarem o parque todo colorido. As embaúbas-prateadas e nogueiras convivem harmoniosamente com uma espécie não nativa, o pinheiro-do-paraná. O eucalipto australiano, a mangueira e a jaqueira foram trazidos da Índia pelos colonizadores. O capim-colonião é uma praga que veio da África a bordo dos navios negreiros, servindo de cama aos escravos, e, infelizmente, também está presente nesta floresta.

Clima

 

O clima da região é tropical quente e úmido e temperado nas altitudes acima de 500 m. A temperatura média anual varia entre 22 e 24 °C. O período seco vai de junho a setembro.

Acesso

O Parque Nacional da Tijuca está dividido em setores e o acesso rodoviário a cada uma dessas áreas é realizado de forma particular.

A – Acesso ao setor Floresta da Tijuca:

Pode ser feito de automóvel através da Av. Edson Passos e da Estrada de Furnas. O portão principal da floresta localiza-se em frente à Praça Afonso Vizeu, no bairro Alto da Boa Vista.

As linhas de ônibus que servem esta localidade são as seguintes:

Linha 233 (Rodoviária-Barra da Tijuca)

Linha 234 (Rodoviária-Recreio dos Bandeirantes)

Linha 225 (Praça Mauá-Barra da Tijuca)

Na vertente norte do setor Floresta da Tijuca fica a Represa dos Ciganos, local que atualmente não é aberto à visitação pública, mas dispõe de um portão de acesso à área localizada na avenida Menezes Côrtes (antiga Estrada Grajaú-Jacarepaguá).

B – Acesso ao Corcovado:

Uma das vias de transporte para o Corcovado, localizado no setor Serra da Carioca, é o trem. A principal entrada se situa na estação Cosme Velho, localizada na Rua Cosme Velho, no bairro de mesmo nome e a outra na estação Paineiras. O itinerário percorrido pelo trem tem duração aproximada de 17 minutos.

O acesso ao parque feito em automóvel se dá pelo Cosme Velho, através da Ladeira dos Guararapes, Rua Conselheiro Lampreia, Rua Professor Mauriti Santos, Rua Almirante Alexandrino e Estrada das Paineiras.

O acesso de veículos só é permitido até o estacionamento de pedras das Paineiras. A partir desse ponto, o parque oferece um serviço de transporte rodoviário, em vans, até o Corcovado, pela estrada de mesmo nome.

O ingresso é tarifado por unidade e nele está incluído o valor do transporte.

As linhas de ônibus que servem esta localidade são as seguintes:

Linha 206 (Praça XV-Silvestre)

Linha 407 (Largo do Machdo-Silvestre)

No entanto, de ônibus chega-se somente até a localidade denominada Portão das Caboclas, situada na confluência da Rua Almirante Alexandrino (ponto final do ônibus) com a Estrada das Paineiras. Desta forma, tem-se uma larga caminhada em direção às Paineiras por caminhos íngremes.

C – Acesso às áreas de lazer conforme a localização nos respectivos setores:

Paineiras: situada no setor Serra da Carioca

Pode ser feito de automóvel pela Rua Almirante Alexandrino, no bairro Santa Teresa e, em seguida, pela Estrada das Paineiras e também pela Estrada do Redentor, com acesso pela Rua Amado Nervo, no bairro do Alto da Boa Vista. O trem do Corcovado também propicia acesso à área, pois existe uma estação nesta localidade. Não há transporte público para esta área.

Vista Chinesa e Mesa do Imperador: situadas no setor da Serra da Carioca

Não há transporte público para estas áreas. Estas só tem acesso de automóvel pela Estrada Dona Castorina, que começa no Bairro do Horto e pela Estrada da Vista Chinesa.

Pedra Bonita: situada no setor Pedra da Gávea/Pedra Bonita

O acesso de automóvel ac ontece pela Estrada das Canoas, que começa no bairro de São Conrado e pela Estrada da Gávea Pequena, no Alto da Boa Vista, chegando até a rampa de voo livre pela Estrada da Pedra Bonita.

O acesso de ônibus é feito pela linha São Conrado-Maracaí. No entanto para se chegar à rampa de voo livre, deve-se percorrer um trecho em aclive pela Estrada da Pedra Bonita de aproximadamente 800 m. Atualmente, não há cobrança a este setor.

Parque Lage: situado no setor Serra da Carioca

Tem acesso gratuito pela Rua Jardim Botânico, no bairro de mesma denominação e há diversas linhas de ônibus que servem esta localidade.

As florestas dos Pretos Forros e Covanca tem acesso pela avenida Menezes Côrtes-Grajaú (antiga Estrada Grajaú-Jacarepaguá) e pelo bairro de Jacarepaguá, porém estas áreas foram recentemente incluídas nos limites do parque, sem permissão para atividades de uso público.

Visitação

Os melhores períodos de visitação são: no verão, de novembro à março, cujo clima fica muito bom para atividades em cachoeiras. Mas deve-se tomar cuidado com as chuvas fortes pois há risco de deslizamentos.

No inverno, de abril à outubro, e no clima mais seco, de junho a setembro, são períodos ótimos para escaladas e outras atividades de montanhismo, porém não é possível aproveitar as quedas d’água para banho devido à baixa temperatura, que pode chegar a 8 °C.

Já os horários para visitação variam de acordo com os setores do parque. Não é permitido pernoitar no local.

A – Setor Floresta da Tijuca:

Uso público – diariamente das 8h às 17h (18h no verão)

B – Setor Serra da Carioca

Corcovado – diariamente das 8h às 19h (20h no verão)

Parque Lage – diariamente das 8h às 18h (19h no verão) e com autorização prévia até às 22h

C – Setor Bonita/Gávea

AEI Pedra Bonita – diariamente 8h às 17h (18h no verão)

AEI Pedra da Gávea – diariamente das 8h às 16h (17h no verão)

O Parque possui um centro de visitantes com auditório, sala audiovisual e exposição permanente e oferece serviços de alimentação (restaurantes e lanchonetes), lojas de souvenir, sanitários, serviço de informações, infraestrutura de lazer, serviço de transporte (vans para o Cristo Redentor).

 

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