Monte Everest / Arquivo pessoal
Foto: Arquivo pessoal
Festa na chegada ao topo do Monte Everest
Monte Everest / Arquivo pessoal
Foto: Arquivo pessoal
Karina aponta o seu objetivo: o topo do Everest
Monte Everest / Arquivo pessoal
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A baixa temperatura foi um dos desafios
Monte Everest / Arquivo pessoal
Foto: Arquivo pessoal
Karina ao lado de Pemba, seu guia na aventura
Monte Everest / Arquivo pessoal
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Oxigênio foi preciso durante o "ataque" ao Everest
Monte Everest / Arquivo pessoal
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Descida pela corda exigiu habilidade e concentração
Monte Everest / Arquivo pessoal
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Durante a aventura, uma pausa para um clique
Monte Everest / Arquivo pessoal
Foto: Arquivo pessoal
Karina é a brasileira mais jovem a chegar ao topo
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Uma aventureira no "topo do mundo"

Sexta, 28 Junho 2013 11:55
Eduardo Bernardino | Do Caravana

Karina Oliani relata subida ao temido Monte Everest, na Ásia, o que a tornou a mais jovem brasileira a atingir o "topo do mundo"


“O Everest não era só mais uma escalada, era um projeto de vida”.

Foi desta forma que a médica, atleta e apresentadora Karina Oliani descreveu sua última conquista, o cume da montanha mais alta do mundo, o Monte Everest.

A atleta já havia escalado três cumes do conhecido e temido “Seven Summits”, que são as montanhas mais altas de cada um dos sete continentes.

Em 2009, ela subiu o Kilimanjaro, na África. Já em 2011, começou com a conquista do Aconcágua, na América do Sul, e depois partiu para o cume do Elbrus, na Europa.

Agora, em 2013, o desafio foi o Everest, na Ásia, também chamado por muitos como “o topo do mundo”, afinal é o pico mais alto do planeta, localizado a 8.848m de altitude.

Desde quando retornou da base da montanha, onde trabalhou como médica de montanha, em 2010, Karina já começou a planejar o dia de sua ascensão ao topo do mundo.

Ela sabia que não seria fácil, mas não desitiu, tampouco se amedrontou. “Foi, sem dúvida, a montanha mais difícil que já subi”, conta.

Depois de muito planejamento, treinos exaustivos seis vezes por semana e busca por patrocinadores, a atleta se sentiu pronta para ir à montanha.

"Foram 55 dias de expedição. Só até o acampamento base levei oito dias de caminhada, com paisagens que fizeram valer a pena cada passo.”

Veja no Flickr mais fotos de Karina Oliani

Com a experiência de quem foi e venceu, Karina relembra as dificuldades. “Por ser uma montanha muito alta, a aclimatação precisa ser feita devagar, para o corpo ir se acostumando com a altitude e o frio intenso, caso contrário a pessoa morre”, salienta. “Fiquei 30 dias apenas adaptando meu corpo até conseguir chegar a 7.200m sem oxigênio suplementar.”

Neste momento, Karina e sua equipe (o cinegrafista e os dois guias locais) se sentiram prontos para tentar o ataque ao cume. “Saímos do acampamento base, a 5.400m de altitude, e fomos até o acampamento dois direto (a 6.500m), onde dormimos duas noites”, lembra.

“No dia seguinte seguimos para o acampamento três, e no outro dia fomos até o quatro, já a 8.000m de altitude.”

A ideia era sair no mesmo dia para o cume, mas a montanha não permitiu. Seus ventos sopravam a mais de 100km/h e a temperatura batia os 40°C negativos. “Nenhum escalador que tentou chegar ao cume neste dia teve sucesso.”

A equipe resolveu que dormiria naquele ponto para ver se o tempo melhorava um pouco. O problema é que não se pode ficar muito tempo neste local, também conhecido como zona da morte.

Para diminuir os efeitos da altitude, a equipe dormiu com máscaras, fazendo uso do oxigênio que estava armazenado apenas para chegar ao cume e voltar.

Às 18h do dia seguinte o tempo começou a melhorar, mas Karina temia ter de desistir do cume por falta de oxigênio. No entanto, o espírito do montanhismo falou mais alto.

“Meu cinegrafista desceu com o guia dele e deixou as garrafas de oxigênio para mim e meu guia. Foi uma atitude muito nobre.”

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Às 20h saíram para o ataque final e não foi nada fácil. “Minha máscara congelou três vezes por causa do frio intenso. O meu guia, o Pemba, precisou quebrar o gelo com uma faca. Depois meu olho congelou. Fiquei bem preocupada, mas segui em frente.”

Quase 12 horas após sair do acampamento quatro, Karina e Pemba chegaram ao cume do Everest.

Emocionada, Karina descreveu como foram os 15 minutos que ficou lá em cima antes de começar a descida. “Assim que cheguei ao cume agradeci a Deus, à minha família, ao meu namorado, aos patrocinadores...”, lembra.

“Sentei para comer e beber água e fiquei olhando toda aquela imensidão. Pensei como a gente é pequeno e como esse mundo é maravilhoso.”

Emocionada e contagiada pela sua façanha, Karina brindou a conquista, torcendo para que a relação entre os homens melhore no planeta.

"Lá em cima, mais perto de Deus, desejei fortemente que as pessoas possam tornar nosso planeta um lugar cada vez melhor, que cada um faça ao outro apenas aquilo que gostaria que fosse feito consigo mesmo e todos possam ser felizes”, desabafou a atleta.

Naquela noite, das 60 pessoas que saíram para o ataque ao cume, apenas 12 chegaram. Karina foi uma delas. A aventureira, de 31 anos, é agora a brasileira mais jovem a alcançar o topo do mundo.

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