Parque Nacional do Denali / JWinfred
Foto: JWinfred
O Parque Nacional do Denali pode entrar no roteiro
Karina Oliani / Arquivo pessoal
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A altura não impõe medo na bela Karina
Karina Oliani / Arquivo pessoal
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O rapel faz parte da sua lista de aventuras
Karina Oliani / Arquivo pessoal
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A canoagem também fascina a paulistana
Karina Oliani / Arquivo pessoal
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Paraquedas é obsessão desde os 12 anos
Karina Oliani / Arquivo pessoal
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Mergulhar em meio a tubarões foi desafio vencido
Karina Oliani / Arquivo pessoal
Foto: Arquivo pessoal
O surfe também está entre as suas predileções
Karina Oliani / Arquivo pessoal
Foto: Arquivo pessoal
Karina sempre buscou um contato com a natureza
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Por ora, Karina esquece os próximos desafios

Sexta, 28 Junho 2013 11:57
Eduardo Bernardino | Do Caravana

Depois de vencer o Everest, a bela agora avisa: "Preciso trabalhar e parar de pensar em montanha. É hora de me recompor"


Chegar ao cume do Everest foi só parte dos feitos da bela médica, atleta e apresentadora, que já esteve em mais de 60 países.

Karina acaba de riscar da lista sua quarta conquista das montanhas do chamado “Seven Summits” (que são as montanhas mais altas de cada um dos sete continentes).

A atleta ainda não sabe qual será seu próximo desafio, pois dos sete cumes faltam apenas o Vinson, na Antártida, o Carstensz, na Oceania e o McKinley, na América do Norte.

“Agora preciso trabalhar e parar de pensar em montanha. Fiquei dois meses fora, então preciso me recompor. Depois eu volto a pensar no próximo cume.”

O que podemos ter certeza é que sempre haverá uma próxima aventura na vida da médica, que é apaixonada por esportes. Vale lembrar que Karina pratica surfe, canoagem, já saltou de paraquedas, já mergulhou em meio a tubarões...

“A aventura é uma coisa que nasceu comigo”, diz, orgulhosa e feliz com suas escolhas.

Leia também: Uma aventureira no "topo do mundo"

Sua mãe conta que ainda muito criança ela era a única das três irmãs que nunca subia uma escada pelo lado de dentro do corrimão. E quando iam brincar de boneca, as irmãs entravam na casinha, enquanto ela amarrava uma corda no telhado. “Eu dizia que estava escalando o Everest”, diverte-se.

“Aos oito anos comecei a pedir para os meus pais me deixarem saltar de paraquedas, mas eles demoraram para liberar, só consegui fazer o primeiro salto aos 12 anos”, lembra, ignorando a precocidade dos fatos.

Um pouco depois tirou a carteira de mergulho autônomo. Já aos 15 anos foi morar na Austrália e virou salva-vidas. Aos 18 anos tornou-se bicampeã brasileira de wakeboard e já praticava e competia em snowboard.

“Sempre gostei de esportes de aventura, nunca gostei de vôlei, futebol...”

Hoje, entre muitas outras coisas, Karina tem credencial para ser instrutora de mergulho, além de pilotar helicóptero. É médica especializada em medicina e resgate em áreas remotas (é membro da “Wilderness Medical Society”), escala em rocha, no gelo, desce cachoeira em caiaque, rema de stand up paddle (SUP), pedala... É uma atleta completa.

“Sempre me dediquei aos esportes outdoor”, diz. “Tudo que pratico gosto de fazer em um nível bacana”.

Para acumular tantas conquistas não foi nada fácil. Karina já lesionou a coluna enquanto treinava uma manobra de wakeboard, foi lançada para o alto e teve uma queda de mais de dez metros de altura quando praticava kitesurf, recentemente machucou a cabeça e o nariz ao tentar descer uma cachoeira de 18m em um caiaque duplo.

Veja no flickr mais fotos de Karina Oliani

“Daria para escrever um livro com os perrengues que já passei. Mas tudo faço por amor, não estou atrás de recordes ou títulos, quero apenas viver intensamente e em contato extremo com a natureza.”

Para ela, nunca é tarde para se lançar à vida ao ar livre. “Comece por montanhas mais baixas, treine bastante e tenha um bom preparo físico. Temos ótimas montanhas para iniciar no Peru, na Bolívia, na Argentina e mesmo no Brasil”, aconselha.

“Acho que todo mundo deveria ir ao Monte Roraima, é um lugar único. Lá em cima parece outro planeta, tem cristais, piscinas naturais, é lindo.”

E aos marmanjos de plantão, avisa: Nunca pensou em ser musa de nada, apesar de ser uma mulher bonita.

“Quero me destacar pelo meu lado profissional, treino muito e estudei nove anos para me formar em medicina. As pessoas precisam ser reconhecidas pelo que elas fazem de melhor.”

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