Sergio Franco (ASF) / Eduardo Bernardino
Foto: Eduardo Bernardino
Sergio Franco festeja o sucesso da Adventure
Uma feira ainda mais profissional
Foto: Divulgação
A 15ª edição da ASF será em São Paulo, de novo
Uma feira ainda mais profissional
Foto: Eduardo Bernardino
A pista de snowboard estará de novo na feira
Uma feira ainda mais profissional
Foto: Eduardo Bernardino
O público tem crescido a cada edição da ASF
Uma feira ainda mais profissional
Foto: Pedro Cattony
Segundo Franco, as palestras serão destaque
Uma feira ainda mais profissional
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Copa de 2014 vai alavancar o mercado da aventura
Uma feira ainda mais profissional
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Adventure tem atrações para todos os públicos
Uma feira ainda mais profissional
Foto: Marcelo Barnabé
O esporte de aventura está na pauta da ASF
Uma feira ainda mais profissional
Foto: Eduardo Bernardino
São Paulo tem a preferência da ASF
Uma feira ainda mais profissional
Foto: Diego Dacal
Para Franco, o esporte de aventura não para de crescer
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Uma feira ainda mais profissional

Sexta, 12 Abril 2013 13:15
Fábio Salgueiro | Do Caravana
Eduardo Bernardino | Do Caravana

Sergio Franco, da Adventure Fair, fala com entusiasmo sobre mais uma edição da feira e do crescimento do mercado de aventura

A poucos dias do início da Adventure Sports Fair (ASF), a maior feira da América Latina voltada para os esportes de aventura, a reportagem do Caravana da Aventura conversou com Sergio Franco, o homem que está à frente deste megaevento do setor.

Durante o bate-papo, Sergio falou sobre o sucesso da feira, que já está em sua 15ª edição, dos resultados obtidos nas relações empresariais que acontecem durante a ASF e o crescimento do mercado de aventura no Brasil.

Confira a entrevista:

Caravana da Aventura: Qual o principal objetivo da Adventure Sports Fair em sua 15ª edição?

Sergio Franco: A Adventure Sports Fair tem como objetivo mostrar para os consumidores tudo que há de novo em equipamentos, roupas, calçados e veículos para terra, água e ar, voltados ao mundo da aventura. Também é um local para os aventureiros aprenderem com as experiências dos ícones da aventura, dos esportistas, através de palestras e de todas as formas de experimentação que a feira proporciona. Este ano a programação de palestras está melhor que nunca, além de várias clínicas, tudo gratuito.

- A feira, mais uma vez, será realizada em São Paulo. Não seria interessante para o segmento que o evento fosse itinerante, com cada estado brasileiro tendo a chance de abrigar a maior evento de aventura da América Latina?

- Uma feira do tamanho da Adventure exige uma estrutura de hospedagem, transporte e infraestrutura de pavilhão muito grande. Hoje São Paulo é que tem tudo isso, além do que mais da metade dos expositores estão localizados em São Paulo ou nas imediações. Mas estamos pensando em fazer versões mais compactas das feiras em outros estados para atender as empresas que hoje não conseguem estar na feira e novos consumidores.

- Neste ano, a Adventure Sports Fair terá novas e antigas atrações. O que pode surpreender o público que comparecer ao evento?

Acho que principalmente as novas áreas como a de board sports, mergulho e corrida. Para quem gosta de surfe, skate, snowboard e outras pranchas será a feira ideal. Além disso, a área de mergulho estará com novidades em destinos e escolas. Um ciclo de palestras sobre corrida promete encher os auditórios. A feira está ficando cada vez mais profissional e este ano o nível dos workshops e palestras programadas vão surpreender os visitantes.

Por que a decisão de aumentar a feira em um dia?

Este ano a feira começa no dia 1º de maio, que é um feriado na quarta-feira, onde a maior parte das pessoas não trabalhará, mas também não estarão viajando, podendo assim visitá-la. A feira irá, com certeza, ter um público bem maior. Além disso, estamos voltando ao formato original que era de cinco dias.

- A Adventure Sports Fair tem festejado o aumento do público a cada edição. Mas e o objetivo da feira, tem sido alcançado?

Mais que o aumento de público, estamos interessados na qualificação desse público. Queremos que a feira seja visitada por aventureiros e por pessoas que ainda não fazem aventura, mas estão interessadas no estilo de vida aventureiro, ligado à natureza. Além disso, na área de negócios estamos incrementando o evento com setores totalmente dedicados a este tema.

O que fazer para que a Adventure não caia na mesmice e se renove a cada edição?

O sucesso da Adventure deve-se ao fato de ela surpreender o público a cada ano. A realidade é dinâmica e, por isso, precisamos sempre nos atualizar. Com o advento das redes sociais e das novas tecnologias ligadas à internet, estamos preparando um novo conceito de feira para 2014, que já começaremos a testar em 2013.

- Fale mais sobre este novo conceito!

A ideia é criar um canal de interação durante o ano todo com os visitantes e expositores. Desse modo os visitantes poderão opinar sobre a feira que gostariam de visitar em 2014 e, dessa forma, podemos municiar de informações o expositor para que eles se preparem para atender esses "desejos" dos consumidores. Também, usando a mesma tecnologia, pretendemos criar condições para que as pessoas que ficam em localidades distantes de São Paulo possam não só assistir como interagir com a feira, através da internet.

- Ou seja, o mundo virtual cada vez mais integrado à feira?

Vamos colocar as palestras, workshops, lançamento de produtos etc., disponíveis "on-line" e, além disso, deixar disponível boa parte desse conteúdo no site da feira, durante todo o ano. Também vamos realizar eventos presenciais e on-line durante o ano todo, com objetivo de passar informações para o consumidor e também ajudar os expositores com apoio estratégico para suas empresas. Tenho certeza que será uma revolução na forma de fazer feira e, quem ganha com isso é o aventureiro.

- Com relação aos negócios, já que a feira é voltada também para os empresários do setor, quais os resultados obtidos?

- Criamos paralelamente à feira uma outra, exclusivamente B2B, ou seja, de negócios entre fabricantes de equipamentos e lojistas do segmento: o Outdoor Business, que tem dado muito resultado nos últimos três anos. Para a área de viagens, seguindo o exemplo, criamos agora o Adventure Travel Business, este totalmente voltado aos agentes da cadeia de turismo, e mais, aproveitando a presença de lojas de esportes de todo o Brasil na feira, o Sports Trade Show para outros segmentos de esportes, mais os “Life style“. É uma maneira de propiciar a participação das pequenas e médias empresas, a um custo baixo, e que resulte efetivamente em negócios diretos.

Como o senhor vê o mercado da aventura no Brasil?

Com a Copa do Mundo e as Olimpíadas, o mercado de aventura deve crescer muito no Brasil, pois existe o firme propósito do Ministério do Turismo de divulgar os destinos de aventura do interior do Brasil, além dos praianos, fazendo do nosso país um dos principais ícones de aventura do mundo.

- Estes dois megaeventos dará a chance do mercado da aventura crescer?

- O Brasil estará em evidência no mundo durante esses megaeventos e será nossa oportunidade de alavancar todo o mercado de turismo de aventura, vendendo uma imagem correta do Brasil. Com isso, as empresas de equipamentos e tudo que estiver ligado à aventura devem crescer muito. Agora já estamos mais preparados para receber estrangeiros, pois já temos muitas operadoras de turismo bem estruturadas, um processo de normatização e certificação dos equipamentos e do turismo de aventura feito pelo ministério. Ou seja, temos uma boa base para treinar nossos receptivos e operadores.

- Em tempos de recessão mundial, o senhor vê com otimismo o futuro da prática do esporte de aventura e do ecoturismo no mundo?

Vejo dois fatores positivos: o Brasil conseguiu passar pela recessão mundial com uma certa tranquilidade, exatamente por causa de seu mercado interno. O turismo de aventura nos últimos dez anos tem crescido em torno de 15% ao ano, o que é um número bastante expressivo. De outro lado há o surgimento de uma nova classe média muito ávida por novidades, além do publico das grandes cidades, que precisam buscar alternativas para aliviar suas tensões. Os esportes de aventura, assim como o próprio contato com a natureza, são os remédios mais eficazes. Isso é também uma tendência mundial.

Em 2014, ano de Copa do Mundo no Brasil, a Adventure Sports Fair acontecerá no mesmo período, ou seja, antes do Mundial ou teremos novidades?

A feira no ano que vem vai se tornar o grande fórum de discussão sobre as estratégias do Brasil para aproveitar a Copa e Olimpíadas para alavancar o turismo e o esporte de aventura no país. Já fechamos um acordo de parceria com a ISPO, que é a maior feira de esportes do mundo, para criar no Brasil a ISPO Academy, que é uma espécie de Universidade do Esporte, incluindo aí a aventura. Através dessa entidade vamos criar pesquisas sobre o mercado e a necessidade dos consumidores para servir de balizamento para as empresas do setor. Além disso, vamos criar vários programas para treinar os empresários locais e ajudar a desenvolver o mercado. Vai ser uma revolução nesse mercado, tenho certeza.

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