Adventure Fair / Divulgação
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Bernardini demonstra preocupação com os parques
Adventure Fair / Cuca Jorge
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O skate terá seu espaço também na edição deste ano
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Adventure Fair traz novos esportes para o evento
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A expectativa é que o público volte a prestigiar a feira
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Expositores têm a chance de aparecer na feira
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"Os parques precisam ser recuperados"

Quinta, 08 Maio 2014 16:36
Fábio Salgueiro | Do Caravana

Diretor Sérgio Bernardi, da Adventure Fair, alerta para a precaridade dos parques brasileiros. Acompanhe a entrevista!

A Adventure Fair já acontece no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. A maior feira de esporte de aventura da América Latina promete, mais uma vez, trazer todas as novidades do setor para os amantes da vida ao ar livre.

O Caravana da Aventura entrevistou Sérgio Bernardi, diretor da Adventure Fair, que abordou as novidades desta edição da feira, além de ressaltar preocupação com o estado precário dos parque nacionais e estaduais, o que será discutido também durante as palestras que serão realizadas nos quatro dias da feira.

“A recuperação dos parques, seja através da iniciativa público privada, seja de outra forma, daria um grande impulso para todo o mercado. Desde o turismo à indústria de equipamentos, fora a criação de grande número de empregos. Isto seria além de tudo uma forma sustentável de manter os parques”, defende.

Acompanhe a entrevista exclusiva.

Caravana da Aventura – O que a Adventure Sports Fair 2014 vai apresentar de diferente das suas últimas edições?

Sérgio Bernardi – Este ano estamos reforçando mais o conceito de vida ao ar livre, ou seja, estamos inserindo no evento novas modalidades de atividades, como surfe, skate, wake board, kitesurf, stand up padlle, corrida de montanha, corrida de rua, enfim, todas as práticas de atividades que a pessoa faz ao ar livre.

A ideia é ampliar o leque de opções para os visitantes e também para os próprios expositores. Com isso estamos reforçando também a área de conteúdo através de palestras e principalmente as oficinas que ensinam ao visitantes os primeiros princípios de cada atividade.

- A feira promove uma disseminação da vida ao ar livre no Brasil. Aproveitando: qual a visão do senhor com relação ao atual estágio da prática do esporte de aventura no país?

- Poderia ser melhor. Num país onde temos tantos atrativos naturais, não só praia, mas montanhas, cavernas, chapadas, florestas, enfim um rico patrimônio, era para estarmos com um contingente muito maior de pessoas viajando e praticando atividades. Isso não acontece porque ainda não temos infraestrutura. O principal problema e que será tema de discussão na feira é a precariedade dos parques nacionais e estaduais. Estão praticamente abandonados, com raras exceções.

A recuperação dos parques, seja através da iniciativa público privada, seja de outra forma, daria um grande impulso para todo o mercado. Desde o turismo à indústria de equipamentos, fora a criação de grande número de empregos. Isto seria além de tudo uma forma sustentável de manter os parques.

- Qual a expectativa do senhor com relação ao ecoturismo, o esporte de aventura e a Copa do Mundo do Brasil, que começa no próximo mês... Teremos muitas pessoas viajando também a turismo pelo país?

- Na verdade, a Copa deveria ser uma grande impulsionadora do turismo no Brasil, mas pouquíssimo foi feito para receber bem os turistas estrangeiros. Não foi feito todo o trabalho de qualificação de locais e pessoas para atender a esta demanda. Os parques seriam grandes atrativos, mas estão como estão. O programa “Bem receber Copa” acabou não acontecendo, por exemplo.  E assim por diante. De qualquer forma haverá uma certa divulgação de novas facetas do Brasil, que não só a já conhecida praia e sol.

- O formato da Adventure Sports Fair tem agradado ou já se pensa em mudanças para 2015?

- Sim, vamos aprofundar as mudanças. Acreditamos que temos que focar cada vez mais o público final, os simpatizantes dos esportes ao ar livre e criar novas atrações e atividades de tal forma que a feira se torne um grande show, instrumento de alavancar os mercados, seja de turismo, seja de equipamentos. Fora isso, estamos criando novas plataformas de comunicação com o trade e com o público para perdurar o ano todo, isto inclui revista digital, webtv, apps e muito mais.

- O público tem dado uma resposta positiva nos últimos anos... Qual a expectativa para a atual edição?

Tivemos uma boa visitação, principalmente no último ano, com a introdução de novos esportes, o que atraiu novas tribos para a feira. Hoje em dia o jovem está mais aberto a novas experiências e também mais eclético: corre, nada, pedala, escala e surfa. Por isso já estão acontecendo provas com mais modalidades de esportes.

- E o lado comercial da feira sempre promete muitos negócios. Qual a expectativa da organização e das empresas parceiras para esta edição?

Este ano está um tanto complicado para a economia como um todo. Mas vejo como um ano positivo mesmo assim. Queremos que o mercado cresça e a feira é o ponto de encontro de todo este público que ama os esportes e ama a natureza.

Para as empresas estar na feira é importante, é aparecer, é lançar novidades, é falar com seu público alvo. Fora isso grandes temas serão debatidos e que refletirá em todo o mercado no futuro, como é a questão dos parques nacionais que citei acima. Isto nos EUA foi uma revolução para o mercado outdoor. Esperamos que isso aconteça aqui também.

- A Adventure Fair tem sido realizada nos últimos anos em São Paulo. É possível que ela se torna itinerante e passe pelas principais capitais brasileiras, até para ajudar a disseminar o esporte de aventura pelo país?

É nosso desejo criar sim novos eventos. Mas não novas feiras. O ideal seriam eventos que estimulassem a interatividade e disseminasse os esportes em todo o país. Temos um modelo que contempla oficinas, palestras e atrações. Seria uma arena de atrações, uma maneira de levar a experiência de muitas atividades a todo o pais e fazer o mercado crescer com isso.

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