Uvinha e Eduardo Sanovicz
Foto: Edu Carvalho
Autor Ricardo Uvinha posa ao lado de Sanovicz
Capa do livro
Foto: Edu Carvalho
Turismo de aventura é um dos temas da coleção
Mountain-bike é esporte de aventura
Foto: Divulgação
Esporte de aventura está em alta no Brasil
Kitesurf é turismo de aventura
Foto: Lívia Melzi
Esporte de aventura, como kitesurf, é febre no Brasil
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E o tema é... turismo de aventura!

Sexta, 16 Setembro 2011 11:16
Eduardo Bernardino | Do Caravana

Caravana esteve no lançamento de mais três títulos da coleção “Eduardo Sanovicz de turismo” e entrevistou o autor Ricardo Ricci Uvinha. Confira!

O esporte de aventura está em alta no Brasil. A maior prova disso são os títulos que tratam do assunto e que não param de pipocar nas prateleiras das livrarias. O Caravana da Aventura esteve na quarta-feira no lançamento de três novos títulos da coleção “Eduardo Sanovicz de turismo”, no Conjunto Nacional, em São Paulo, e conferiu de perto a coleção, que traz sete livros e foi coordenada por Sanovicz, que é professor de turismo da Universidade de São Paulo (USP) e ex-presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (EMBRATUR).

A coleção aborda os seguintes temas: Turismo e Empreendedorismo, Turismo e Meio Ambiente, Turismo em Cidades, Eventos: Planejamento, Organização e Mercado, Turismo Contemporâneo, Administração de Pequenos Negócios de Hospitalidade e Turismo de Aventura: Gestão e Atuação Profissional.

Nesta quarta-feira foram lançados três dos sete títulos da coleção, os outros quatro já haviam sido lançados em julho deste ano, durante a edição do Salão do Turismo, em São Paulo.

"Trata-se de uma coleção voltada a todos os profissionais, estudantes e interessados em ingressar no mercado do turismo", afirma Eduardo. "O Turismo de Aventura no Brasil é um processo que tende a crescer muito, pois é um segmento cheio de singularidades e proporciona experiências únicas ao consumidor."

O autor Ricardo Ricci Uvinha, formado em educação física, com mestrado e doutorado na área de turismo e livre docência na área de esportes de turismo, foi o responsável pela adequação do tema "Turismo de Aventura" à realidade brasileira e conversou com o Caravana sobre o lançamento.

Caravana da Aventura - O que você pode falar sobre o livro?

Ricardo Ricci Uvinha - O livro foi publicado com o título “Adventure Turism Management”, por um autor australiano chamado Ralf Buckley, o que eu fiz foi colaborar não só na tradução da obra, mas também fazer uma espécie de “climatização” desta para a realidade nacional. É muito comum encontrarmos obras traduzidas apenas, que acabam não se encaixando com a realidade nacional.

Qual é sua opinião sobre o cenário nacional com relação ao turismo de aventura?

Eu vejo que o turismo de aventura está se profissionalizando, entendo que a ligação da ABNT com o Instituto da Hospitalidade, e mesmo a formação da Abeta, foram fundamentais para a certificação dessas atividades. Acredito que as críticas que se colocam, a partir do empresariado e não das federações, são válidas, mas precisamos reconhecer que o empresariado é muito importante pra ajudar na certificação, como em outros lugares, como Austrália e Nova Zelândia. Outro ponto importante é que eu tenho visto que no Brasil as universidades têm se interessado pelo tema Aventura. Se olharmos para o mundo, em países como Austrália, Inglaterra e EUA isso já é muito comum, então acredito que o Brasil esteja no caminho certo.

O que ainda falta ao Brasil para alcançar esse nível internacional?

Entendo que falta se profissionalizar mais. Se você reparar, a certificação do turismo de aventura não é obrigatória para as empresas que prestam o serviço. As empresas vão por adesão e cabe ao consumidor optar ou não por essa empresa que tem o selo de certificação. Vejo que isso tende a forçar certa profissionalização do setor e, ao mesmo tempo, vejo também que o interesse das universidades pelo segmento pode contribuir cada vez mais com esse processo. Como acadêmico, eu vejo algo muito positivo nessas transformações.

Como professor universitário, você vê muitos profissionais objetivando o turismo de aventura?

Sim. Leciono no curso de educação física e no curso de lazer e turismo, que é uma outra graduação. Seja com a temática de turismo de aventura ou esportes de aventura, vejo cada vez mais uma demanda crescente por parte dos alunos de produção de artigos, dissertações e teses temáticas. Isso certamente vai contribuir com o movimento do setor.

E por que é importante o crescimento do setor?

Entendo que com uma consciência maior colocada dentro da área de turismo de aventura é bem provável que as pessoas passem a prestar mais atenção nessa ligação com o ambiente e com o grupo. Não entendendo o turismo de aventura como algo funcionalista, como a gente vê hoje, em muitos lugares, como a fuga dos centros urbanos para passar um dia apenas na natureza, entendo essa experiência como sendo importante para os valores sociais, para a ética, cidadania, crescimento pessoal...

Há algo mais que você destaca sobre a coleção?

O turismo de aventura faz parte de uma coleção, ou seja, isso dá um mérito muito grande para que essas publicações sejam adquiridas em conjunto pelas pessoas que estudam e se interessam pelo assunto. Elas trazem a todos algo muito recente do ponto de vista intelectual, uma vez que são textos escritos entre os anos de 2009 e 2010.

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