Parte 3: A aventura vertical mora aqui!
Foto: Tom Alves
A escalada domina os paredões da Serra do Cipó, o que torna a região num dos maiores picos da modalidade esportiva no país

Parte 3:
A aventura vertical mora aqui!

Quarta, 13 Abril 2011 Camila Frois

Na condição de um dos maiores picos de escalada esportiva no Brasil, a Serra do Cipó é considerada o paraíso para os amantes do rapel, do canionismo e dos demais esportes verticais

A Serra do Cipó é um dos maiores picos de escalada esportiva do Brasil. Com vias em calcário, (que é menos abrasivo do que o granito) e grande variação dos níveis de dificuldade (de 4° a 10°), distribuídas em quatro setores, o Morro da Pedreira, em uma área de proteção ambiental no entorno do Parque, é uma verdadeira meca frequentada pelos amantes das aventuras verticais.

No local que possui facílimo acesso de carro, as vias são marcadas, em geral, por lances muito técnicos e de força. Muitos trechos em negativo e poucos positivos. Há setores com vias grampeadas e setores em que é proibido furar a pedra, sendo a escalada em móvel a única opção. Nesse caso, é preciso usar "nuts", "friends" e demais itens de segurança móvel.

As vias mais difíceis ficam no Grupo 3, na "Salinha da Justiça". É uma espécie de caverna, totalmente protegida da chuva, com vias de 8°, 9°, e 10°. Merece destaque a via "Super Heróis", em granito bem claro. Trata-se de uma via curta, 9° ou 10°, que faz suar frio grande parte dos escaladores que se arriscam.

Há outros setores no Grupo 3 com vias famosas, como a "Polter Geist", já graduada como 9° e 10°. É uma via situada em um setor escuro e mais frio (por causa da copa das árvores), o que favorece o clima fantasmagórico. Poucos já conseguiram concluir o feito.

Além do inegável potencial para a prática do esporte, o Cipó oferece uma ótima infraestrutura para os escaladores, incluindo boas acomodações em abrigos de montanhistas.

RAPEL

Além de ser uma meca das escaladas esportivas mais exigentes, o Morro da Pedreira é um dos locais mais clássicos para a prática do rapel . Devido à facilidade do acesso, a formação recebe pessoas de diversas idades. A descida possui 30 metros de altura em um paredão de 90° em mármore.

O rapel é bem simples e indicado aos iniciantes na atividade vertical. Contudo, é necessária atenção na descida do ponto de ancoragem até o paredão, já que pode haver escorregamento. Aproveite a descida para contemplar a paisagem por ângulos exclusivos

CANIONISMO

Um dos principais atrativos do Parque, o Cânion das Bandeirinhas é formado por uma abertura existente entre a Serra da Bandeirinha e a Serra dos Confins. Para chegar lá, é preciso encarar uma trilha tranquila de 12 km que pode ser vencida à pé, de bike ou a cavalo.

Durante o caminho, é possível observar a Serra da Lagoa Dourada, alguns cursos d'água e cachoeiras, variadas espécies de flores e uma floresta de Monjolos, popularmente conhecida como Sucupira Branca.

O Cânion tem uma extensão de seis quilômetos em que se erguem dois paredões cortados pelo Ribeirão Bandeirinhas, que guarda algumas quedas d'água, piscinas naturais e imensos blocos de rochas que foram arrastadas pelas forças de uma enchente ocorrida em 1926. É bastante comum a presença de orquídeas e ninhos de pássaros em seu interior.

A 10 km da Portaria do Parque, inicia-se um percurso, num pequeno vale do Rio Mascates e Bandeirinhas, por entre dois grandes paredões de rocha. É necessário autorização do IBAMA para ir até ao Cânion e, de preferência, um monitor ambiental. A caminhada dura cerca de três horas.

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