A Comunidade
Foto: Pedro Cattony
Descendentes de escravos já organizaram cooperativas e agora vendem artesanatos da região como "descanso" de panela e pequenas cestas feitas com o capim dourado

A Comunidade:
Região parece imune ao avanço da civilização moderna

Domingo, 17 Abril 2011 Eduardo Bernardino Pedro Cattony | Do Caravana

O Jalapão é um dos raros lugares em nosso país onde ainda podemos andar por horas sem encontrar ninguém, numa sensação que suas terras são imunes ao avanço destruidor das civilizações modernas.

Este entroncamento entre Tocantins, Bahia, Maranhão e Piauí já foi habitado pelos índios Acroás, antigo povo, extinto no século XVIII, ainda pouco estudado.

Um pouco mais tarde essa região foi sendo ocupada por migrantes nordestinos, vaqueiros e por aqueles que buscavam a exploração do látex das mangabeiras, que tinha um bom valor comercial, mas foi superado com a descoberta do látex da seringueira, detentor de propriedades superiores.

Hoje, esse subproduto da Mangabeira só é utilizado por algumas populações indígenas do Amazonas para fins medicinais.

Há também os descendentes de escravos que saíram da Bahia em busca de novas terras por volta de 1900, que hoje se organizam em cooperativas para produzir e vender o artesanato feito com o capim-dourado no vilarejo chamado Mumbuca.

Hoje, uma parte da população já deixa seus empregos informais para trabalhar com turismo "com carteira assinada, férias, tudo certinho", orgulha-se um ex-frentista de posto local, que teve sua vida melhorada graças à visão daqueles que acreditaram no potencial da região de mostrar as belezas do cerrado para pessoas do mundo todo.

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