A Natureza
Foto: Pedro Cattony
O rio Negro oferece um espetáculo à parte na bacia amazônica. Suas águas escuras refletem o céu e intensificam o nascer e o pôr do sol

A Natureza:
A natureza ainda comanda o espetáculo na região

Domingo, 24 Abril 2011 Pedro Cattony | Do Caravana

O Alto Amazonas, particularmente a região do Rio Negro, onde está o Parque Nacional do Jaú, é ideal para o Ecoturismo. É uma das regiões mais selvagens e preservadas da Amazônia. O Parque encontra-se dentro do município de Novo Airão e foi fundado em 1980. Em 2003, o Parque Nacional do Jaú foi declarado Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO.

Durante todo o ano, o rio Negro oferece um espetáculo a parte na bacia amazônica. Suas águas escuras refletem o céu e intensificam o nascer e o por do sol. Na estação seca, praias de areia clara se expõem aos olhos de visitantes e convidam para um banho.

Ainda que tímidos, botos exibem seus dorsos a todo instante e acompanham os grandes barcos. Peixes-boi se escondem sobre campos inundados de arroz selvagem e araras canindé cruzam os céus e dão mais cores à paisagem dominada pelo verde, azul e águas cor de coca-cola do rio Negro.

O maior parque florestal de água doce do mundo, o Jaú, ainda guarda enigmas a serem desvendados. Pelo acesso complicado, suas trilhas, cachoeiras e igarapés são turisticamente pouco explorados. Lá, algumas poucas comunidades ribeirinhas dão o toque humano a uma região onde a natureza ainda comanda o espetáculo.

O sistema aquático do Parque é composto por três grandes rios e uma infinidade de pequenos igarapés de águas negras. O nível de água destes rios apresenta uma grande variação durante o ano e, na estação das chuvas, as matas adjacentes são alagadas e passam a ser chamadas de Igapós. Os períodos de inundação podem durar de seis à oito meses durante o ano. As matas não alagadas são conhecidas como Floresta de Terra Firme.

A grande biodiversidade desta floresta, uma das maiores do mundo, faz da Amazônia uma das áreas de maior interesse para a indústria farmacêutica, que busca nas comunidades ribeirinhas tradicionais e em aldeias indígenas, o conhecimento para o desenvolvimento de novas drogas e curas para doenças como o câncer.

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