Carnaval: Folia, sim! Sujeira, não!
Foto: Manu Dias
Carnaval rende alegria e toneladas de lixo
Carnaval: Folia, sim! Sujeira, não!
Foto: Francisco Pedro
Nem o mar é poupado da falta de educação
Carnaval: Folia, sim! Sujeira, não!
Foto: Patrick Silva
Os foliões deixam um rastro de sujeira
Carnaval: Folia, sim! Sujeira, não!
Foto: Francisco Pedro
Garrafas descartáveis são jogadas ao mar
Carnaval: Folia, sim! Sujeira, não!
Foto: Patrick Silva
Um pelotão da limpeza é recrutado para o Carnaval
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Carnaval: Folia, sim! Sujeira, não!

Sexta, 17 Fevereiro 2012 12:40
Eduardo Bernardino | Do Caravana

Carnaval é festa, folia, diversão, porém retrata o desrespeito das pessoas com o meio ambiente. Opinem!

E chegou o Carnaval, a grande festa brasileira e que é conhecida mundialmente. Vem o feriado prolongado e, embora alguns procurem refúgios naturais, muitos brasileiros e milhares de estrangeiros correm em busca de sol, festas, desfiles, shows de música, trios elétricos, folia madrugada adentro, cerveja com os amigos...

E com tanto entretenimento e amantes da folia, artistas lucram, cidades arrecadam, os setores de serviços aumenta seus caixas, as indústrias de bebidas engordam seus cofres... E o meio ambiente paga, e paga caro, graças ao grande consumo de produtos descartáveis durante o período de festa, que, pra piorar, é descartado erroneamente.

Em 2011 a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) recolheu cerca de 900 toneladas de lixo produzidos durante o Carnaval do Rio de Janeiro. À época, a secretaria municipal de conservação e serviços públicos elogiou o trabalho dos garis e o desafio da limpeza vencido pela prefeitura. No mesmo ano, em Salvador (BA), a festa gerou mais de 1300 toneladas de resíduos, além disso a Empresa de Limpeza Urbana (Limpurb) afirmou ter gasto mais de seis milhões de litros de água e mais de 7500 litros de aromatizantes, pra amenizar o mau cheiro na capital.

Leia mais: Educação ambiental é vital

Ainda parece pouco? Em 2010, mergulhadores da Ong Global Garbage encontraram em apenas um ponto no fundo do mar, próximo ao Farol da Barra (local onde se concentra grande parte das atividades carnavalescas), após o carnaval de Salvador, mais de 1500 latas de bebidas e garrafas plásticas, entre alguns outros restos da folia.

Não sou contra o Carnaval, afinal esta falta de educação e consciência ambiental acontece o ano todo. No entanto são nas grandes concentrações que podemos notar mais facilmente os danos causados por tanto descaso.

As cidades, artistas e patrocinadores deveriam se preocupar mais em tornar a folia uma festa mais sustentável, não apenas recolhendo parte do lixo, mas também incentivando a diminuição de sua produção e garantindo a destinação correta do que for coletado. E isso deveria ser cobrado principalmente pelos foliões e moradores das cidades, que oferecem estes grandes eventos.

Jogar lixo na rua, na praia, no mar (inclusive com o despejo de lixo e esgoto pelos “belos e chiques” cruzeiros marítimos, também muito procurados nesta época do ano), depredar patrimônio público, urinar nas calçadas, parece que é tudo permitido, afinal podem colocar boa parte desses exageros na conta do meio ambiente, dos turistas de qualidade (que acabam tendo de conviver com toda a barbaridade) e dos pagadores de impostos desses locais, que depois ainda serão obrigados a conviver mais algum tempo com o mau cheiro, a sujeira e os bueiros entupidos (que aumentam a chance de ocorrer enchentes).

Torço para que esta bela festa seja sinônimo de alegria e diversão, e não de degradação ambiental, falta de educação e desrespeito ao próximo.

Boa viagem e um ótimo feriado a todos.

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Comentários

  • Pablo Sanchez
    Pablo Sanchez
    17 Fevereiro 2012 at 16:39 |

    Acredito em ações que promovam conscientização, por meio de abordagens pessoais e diretas.
    Mais lixeiras, com menor distância entre uma e outra, também podem ajudar bastante.

    Belo artigo, Eduardo!

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