fiscalização e consciência ecológica
Foto: Casalmaly
Pescador lança de cima do barco a tarrafa ao mar
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Fiscalização e consciência ecológica

Quinta, 27 Janeiro 2011 14:39
Fábio Salgueiro | Do Caravana

Os milhares de peixes mortos encontrados em Mongaguá, no litoral sul de São Paulo, só comprovam o descaso das autoridades e o desrespeito do homem com a fauna marinha

Neste último feriado, o de aniversário de 457 anos de São Paulo, os banhistas se assustaram na cidade de Mongaguá, no litoral sul do estado, com uma verdadeira enxurrada de peixes mortos “jogados” pelo mar nas areias, o que afugentou os turistas.

Eram peixes costeiros que, ainda em fase de crescimento, têm sua pesca proibida por lei. No entanto foram pegos pelas redes dos pescadores que estavam lançadas ao mar para pegar camarão e acabaram detendo também o que não deviam.

Resultado: os peixes mortos entre as redes acabaram descartados ao mar.

Agora uma coisa chamou atenção em tal ação: a “matança” foi promovida justamente por quem deveria defender os peixes, ou ao menos respeitar as leis que regem a pesca, ou seja, os pescadores que vivem do mar.

Isso é falta de fiscalização e consciência ecológica. As leis não são cumpridas e abusos como estes são praticados a todo momento. Os banhistas se chocaram com tal cena e fugiram da praia. Já os caiçaras que vivem do comércio local e esperam sobretudo pelos feriados prolongados para aumentar a renda lamentaram o episódio e o prejuízo. Por todos os ângulos atitudes assim são deploráveis e pesam contra o ser humano e a natureza.

Durante um bate-papo com a psicóloga Katia Rubio, da Universidade de São Paulo, ela explicou que é preciso uma conscientização das pessoas, no caso dos pescadores, para que ações assim não aconteçam. “Tem de haver a consciência destas pessoas que atitudes assim podem comprometer o futuro da prática sustentável”, ressaltou ela, apontando campanhas educacionais e ações até de corpo a corpo com os pescadores como atitudes positivas para minimizar problemas deste tipo.

O trabalho é difícil, árduo, mas precisa ser praticado. É necessário orientação e punição. Só ações em conjunto poderão evitar desrespeitos deste tipo com a natureza. Então, vamos fiscalizar!

 

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